Poucas pessoas percebem que uma história não se constrói apenas por meio de personagens, mas também através dos cenários, das cores, da caracterização e do figurino.
Assim como na vida, quando nos vestimos, comunicamos algo sobre quem somos, em “Amor em Ruínas” isso também fala por si.

"Gomer carrega isso no próprio corpo. Seus vestidos de cores quentes e golas assimétricas revelam mais do que estilo: expõem sua instabilidade, seu desejo constante de ser vista", declara Cristiane Cardoso, autora de Amor em Ruínas.

Ela não apenas gosta de atenção — ela precisa dela. E, para a mulher samaritana que se casará com o profeta Oseias, nunca é suficiente.
Sua insegurança a empurra para escolhas que parecem corajosas à primeira vista, mas que, no fundo, são impulsivas — tortas — como se sempre houvesse tempo para se corrigir depois.
Essa sede por liberdade aparece nos cabelos soltos ao vento, quase indomáveis, e na vaidade ambiciosa marcada pelo excesso de adornos. Em Gomer, nada é discreto — porque o vazio que ela tenta preencher também não é.
Amor em Ruínas | Julho de 2026. 🪻